sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Teste do pezinho vai detectar mais duas doenças

Postado em 13/12/2013

O teste do pezinho, ação preventiva realizada em todos os recém-nascidos,  passa a detectar mais duas doenças, hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase.

A hiperplasia adrenal congênita faz parte de um grupo de doenças genéticas em que as duas glândulas suprarrenais, situadas acima dos rins não funcionam corretamente. Já a deficiência biotinidase pode causar convulsões, falta de equilíbrio, lesões na pele, perda de audição e retardo no desenvolvimento. O teste disponível atualmente permite a identificação do hipotiroidísmo congênito, fenilcetonúria, anemia falciforme, fibrose cística e outras hemoglobinopatias.

Segundo a coordenadora estadual do Programa Nacional de Triagem Neonatal de São Paulo, Carmela Maggiuzzo Grindler, o sistema de coleta do exame continuará o mesmo. O que muda é a metodologia laboratorial das análises. Grindler ressalta que as doenças detectadas são crônicas, genéticas e incuráveis. “Quando identificadas e tratadas precocemente, aumentamos a chance de sobrevida normal, de integração social e de preservação da capacidade cognitiva e da qualidade da vida dos pacientes”.


O teste do pezinho foi implantado em 2001 em todo o estado de São Paulo e atualmente em 70% dos casos, a coleta para o exame é feita dentro da própria maternidade, seja ela pública ou privada. Todas as famílias recebem orientação sobre o tempo ideal para a realização do teste, que deve ser coletado entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Os exames coletados são encaminhados para o Serviço de Referência de Triagem Neonatal (Laboratório do Teste do Pezinho). Quando um resultado é positivo para uma das doenças a família é comunicada e a criança será submetida a um novo teste. Se o diagnóstico for confirmado o recém-nascido será  encaminhado para serviço especializado.

 *Com informações da Agência Brasil

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