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quarta-feira, 1 de maio de 2013

OIT pede ação urgente contra doenças ocupacionais



Enfermidades relacionadas ao trabalho causam cerca de 2 milhões de mortes por ano



da redação do Jornal da Saúde
com informações da OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltou a pedir que países de todo o mundo renovem os esforços contra o avanço das doenças ocupacionais, que são as enfermidades relacionadas ao trabalho.

Para a redução das enfermidades e acidentes relacionados ao trabalho e para uma prevenção eficaz, a OIT recomenda o cumprimento das Normas Internacionais do Trabalho, elaboradas pela organização.

Segundo a OIT, é necessária uma "urgente e vigorosa" campanha global para combater o crescente número de doenças relacionadas ao trabalho, que causam cerca de 2 milhões de mortes por ano.

"O custo final das doenças ocupacionais é a vida humana. Elas empobrecem os trabalhadores e suas famílias e comunidades inteiras podem ser afetadas quando perdem seus trabalhadores mais produtivos", disse o diretor geral da OIT, Guy Ryder, em um comunicado divulgado por ocasião do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, comemorado em 25 de abril. "Ao mesmo tempo, reduz-se a produtividade das empresas e aumenta a carga financeira do Estado à medida que aumentam os custos de cuidados médicos. Nos casos em que a proteção social é franca ou inexistente, muitos trabalhadores, bem como suas famílias, precisam de cuidado e de apoio”.

Ryder disse que a prevenção é a chave para enfrentar o peso das doenças ocupacionais e é mais eficaz e menos dispendiosa do que o tratamento e a reabilitação. Ele disse que a OIT lança um apelo para um "paradigma de prevenção que compreenda uma ação excaustiva e coerente dirigida às enfermidades profissionais, não só os acidentes de trabalho." Ele acrescentou que “um passo fundamental é reconhecer a estrutura fornecida pelas normas internacionais do trabalho da OIT para uma ação preventiva eficaz e promover a sua ratificação e implementação."

O diretor da Organização Internacional de Empregadores, Brent Wilton, declarou: “A OIT poossui as condições apropriadas para dirigir um esforço concertado e holístico destinado a enfrentar os desafios da SST, ao oferecer informação que pode ser consultada através da Internet a qual pode ser acessada facilmente pelos atores no local de trabalho, nos centros de prevenção e tratamento, nas organizações de empregadores e de trabalhadores, pelas autoridades encarregadas de fazer cumprir as leis e as inspetorias do trabalho. Temos uma oportunidade para garantir que, graças às experiências compartilhadas, os países estejam melhor preparados para evitar o risco de enfrentar os mesmos desafios”.

Riscos nos ambientes de trabalho

Postado em 01/05/2013

A importância de conhecer os riscos





Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, podem comprometer a do trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou a morte, além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a empresa. 

É importante salientar que a presença de produtos ou agentes nocivos nos locais de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. Isso vai depender da combinação ou inter-relação de diversos fatores, como a concentração e a forma do contaminante no ambiente de trabalho, o nível de toxicidade e o tempo de exposição da pessoa. Entretanto, na visão da prevenção, não existem micro ou pequenos riscos, o que existem são micro ou pequenas empresas.
Desta forma, em qualquer tipo de atividade laboral, torna-se imprescindível a necessidade de investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão expostos os trabalhadores. 

Avaliação de riscos


É o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente e decidir se um
risco é ou não tolerável.

Formas de avaliar os riscos

Para investigar os locais de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar os riscos ambientais, existem duas modalidades básicas de avaliação. A avaliação qualitativa, conhecida como preliminar, e a avaliação quantitativa, para medir, comparar e estabelecer medidas de eliminação, neutralização ou controle dos riscos.

A mais simples forma de avaliação ambiental é a qualitativa. Na avaliação qualitativa, utiliza-se apenas a sensibilidade do avaliador para identificar o risco existente no local de trabalho.

Exemplo
Ocorrendo o vazamento em um botijão de gás de cozinha, o
sentido do olfato imediatamente nos auxilia na identificação
do risco.

Na avaliação quantitativa, são necessários o uso de um método científico e a utilização de
instrumentos e equipamentos destinados à quantificação do risco.

Exemplo
Para avaliar o calor produzido num forno utilizam-se
termômetros específicos; para avaliar o nível d+e ruído de
uma máquina, utilizam-se medidores de pressão sonora.

Classificação dos riscos

Os RISCOS AMBIENTAIS são classificados tecnicamente como:


Riscos Físicos:
são representados por fatores ou agentes existentes no ambiente
de trabalho que podem afetar a saúde dos trabalhadores, como: ruídos, vibrações,
radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade;


Riscos Químicos:
são identificados pelo grande número de substâncias que
podem contaminar o ambiente de trabalho e provocar danos à integridade física e
mental dos trabalhadores, a exemplo de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases,
vapores, substâncias, compostos ou outros produtos químicos;

Riscos Biológicos:
estão associados ao contato do homem com vírus, bactérias,
protozoários, fungos, parasitas, bacilos e outras espécies de microorganismos;


Riscos Ergonômicos:
estão ligados à execução de tarefas, à organização e às
relações de trabalho, ao esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso,
mobiliário inadequado, posturas incorretas, controle rígido de tempo para produtividade,
imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho
prolongadas, monotonia, repetitividade e situações causadoras de estresse;


Riscos de Acidentes:
são muito diversificados e estão presentes no arranjo físico
inadequado, pisos pouco resistentes ou irregulares, material ou matéria-prima fora de
especificação, máquina e equipamentos sem proteção, ferramentas impróprias ou
defeituosas, iluminação excessiva ou insuficiente, instalações elétricas defeituosas,
probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais
peçonhentos e outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de
acidentes.


O Mapa de Riscos


O Mapa de Riscos é uma das modalidades mais simples de avaliação qualitativa dos
riscos existentes nos locais de trabalho. É a representação gráfica dos riscos por meio de
círculos de diferentes cores e tamanhos, permitindo fácil elaboração e visualização.
É um instrumento participativo, elaborado pelos próprios trabalhadores e de conformidade
com as suas sensibilidades. O Mapa de Riscos está baseado no conceito filosófico de que
quem faz o trabalho é quem conhece o trabalho. Ninguém conhece melhor a máquina do
que o seu operador.
As informações e queixas partem dos trabalhadores, que deverão opinar, discutir e
elaborar o Mapa de Riscos e divulgá-lo ao conjunto dos trabalhadores da empresa através
da fixação e exposição em local visível. Serve como um instrumento de levantamento
preliminar de riscos, de informação para os demais empregados e visitantes, e de
planejamento para as ações preventivas que serão adotadas pela empresa.

Objetivo do Mapa de Riscos

Reunir as informações básicas necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação da
segurança e saúde no trabalho na empresa, e possibilitar, durante a sua elaboração, a
troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua
participação nas atividades de prevenção.

Benefícios da adoção do Mapa de Riscos

identificação prévia dos riscos existentes nos locais de trabalho aos quais os
trabalhadores poderão estar expostos;
conscientização quanto ao uso adequado das medidas e dos equipamentos de
proteção coletiva e individual;

redução de gastos com acidentes e doenças, medicação, indenização, substituição de
trabalhadores e danos patrimoniais;

facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho com aumento da segurança
interna e externa; e melhoria do clima organizacional, maior produtividade, competitividade e lucratividade.

Elaboração do Mapa de Riscos

São utilizadas cores para identificar o tipo de risco, conforme a tabela de classificação dos
riscos ambientais. A gravidade é representada pelo tamanho dos círculos.

Círculo Pequeno: risco pequeno por sua essência ou por ser risco médio já protegido;
Círculo Médio: risco que gera relativo incômodo mas que pode ser controlado;
Círculo Grande: risco que pode matar, mutilar, gerar doenças e que não dispõe de
mecanismo para redução, neutralização ou controle.


Conhecer para se proteger!

Impactos dos acidentes e doenças

Postado em 01/05/2013



Por que devemos prevenir os acidentes e doenças decorrentes do trabalho?

Sob todos os aspectos em que possam ser analisados, os acidentes e doenças

decorrentes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos para a empresa,

para o trabalhador acidentado e para a sociedade.

Anualmente, as altas taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais

expõem os elevados custos e prejuízos humanos,sociais e econômicos que custam muito

para o País, considerando apenas os dados do trabalho formal


O somatório das perdas, muitas delas irreparáveis, é avaliado e determinado levando-se
em consideração os danos causados à integridade física e mental do trabalhador, os
prejuízos da empresa e os demais custos resultantes para a sociedade.

Danos causados ao trabalhador

As estatísticas da Previdência Social, que registram os acidentes e doenças decorrentes
do trabalho, revelam uma enorme quantidade de pessoas prematuramente mortas ou
incapacitadas para o trabalho.
Os trabalhadores que sobrevivem a esses infortúnios são também atingidos por danos
que se materializam em:
sofrimento físico e mental;
cirurgias e remédios;
próteses e assistência médica;
fisioterapia e assistência psicológica;
dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção;
diminuição do poder aquisitivo;
desamparo à família;
estigmatização do acidentado;
desemprego;
marginalização;
depressão e traumas.

Prejuízos da empresa


As micro e pequenas empresas são fortemente atingidas pelas consequências dos acidentes e doenças, apesar de nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato.
O custo total de um acidente é dado pela soma de duas parcelas: uma refere-se ao custo direto (ou custo segurado), a exemplo do recolhimento mensal feito à Previdência Social, para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho, visando a garantir uma das modalidades de benefícios estabelecidos na legislação previdenciária.A outra parcela refere-se ao custo indireto (custo não segurado). Estudos informam que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada real gasto com os
custos segurados, são gastos 4 com os custos não segurados.

Os custos não segurados impactam a empresa principalmente nos seguintes itens:


salário dos quinze primeiros dias após o acidente;
transporte e assistência médica de urgência;
paralisação de setor, máquinas e equipamentos;
comoção coletiva ou do grupo de trabalho;
interrupção da produção;
prejuízos ao conceito e à imagem da empresa;
destruição de máquina, veículo ou equipamento;
danificação de produtos, matéria-prima e outros insumos;
embargo ou interdição fiscal;
investigação de causas e correção da situação;
pagamento de horas-extras;
atrasos no cronograma de produção e entrega;
cobertura de licenças médicas;
treinamento de substituto;
aumento do prêmio de seguro;
multas e encargos contratuais;
perícia trabalhista, civil ou criminal;
indenizações e honorários legais; e
elevação de preços dos produtos e serviços.

Custos resultantes para a sociedade

As estatísticas informam que os acidentes atingem, principalmente, pessoas na faixa
etária dos 20 aos 30 anos, justamente quando estão em plena condição física.
Muitas vezes, esses jovens trabalhadores, que sustentam suas famílias com seu
trabalho, desfalcam as empresas e oneram a sociedade, pois passam a necessitar
de:


socorro e medicação de urgência;
intervenções cirúrgicas;
mais leitos nos hospitais;
maior apoio da família e da comunidade; e
benefícios previdenciários.
redução da população economicamente ativa;
aumento da taxação securitária; e aumento de impostos e taxas

É importante ressaltar que, apesar de todos os cálculos, o valor da vida humana não pode ser
matematizado, sendo o mais importante no estudo o conjunto de benefícios que a micro ou
pequena empresa consegue com a adoção de boas práticas de Saúde e Segurança no
Trabalho, pois, além de prevenir acidentes e doenças, está vacinada contra os imprevistos
acidentários, reduz os custos, otimiza conceito e imagem junto à clientela e potencializa a sua
competitividade.


Prevenir ainda é o melhor remédio!

Atos e Condições Inseguras


Postado em 01/05/2013

Acidentes do Trabalho (acidente típico, acidente de trajeto e doença ocupacional) são um dos principais problemas de toda organização pública e privada. Acidentes geram consequências para o trabalhador e para a empresa, por isso é vital que essas organizações dispensem uma atenção especial para as duas principais causas de acidentes do trabalho: os atos e as condições inseguras.

Atos inseguros: é o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. Normalmente os atos causam 80% dos acidentes. Exemplos de atos: imprudência, excesso de confiança, não utilização de equipamentos de segurança, exposição em demasia de partes do corpo, realizar manutenção em máquinas operantes, uso de atalhos de qualquer tipo ou natureza, consumo de alcool ou substâncias ilícitas, e etc.

Condição Insegura: é a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e/ou risco ao trabalhador. 20% dos acidentes são causados por condições inseguras. Exemplos de condições: máquinas inadequados, mobiliário não ergonômico, instalações elétricas, falta de manutenção em equipamentos, pisos defeituosos ou escorregadios, falta de organização, objetos em locais inapropriados, proteções defeituosas, e etc.

A falta de EPC’s (Equipamentos de Proteção Coletiva) e de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e da inabilidade do SESMT (Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho) potencializam a ocorrência de acidentes do trabalho.

Como os atos correspondem a 80% dos acidentes do trabalho, é de responsabilidade dos técnicos/engenheiros de segurança uma constante fiscalização dos métodos e processos de trabalho; atuação na prevenção; cobrança de atitudes corretas no trabalho por parte dos funcionários; treinamentos e comunicação de conscientização para atos seguros; sinalizações de segurança; e etc. A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) também tem sua responsabilidade na fiscalizações dos postos de trabalho e das avaliações de risco para diminuição do percentual de acidentes do trabalho.

Atacar as condições inseguras envolve a proteção das partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos; manutenção de veículos; ventilação para locais com uso de produtos químicos; uso de mobiliário que atenda a NR-17; implantação de programas 5S; manutenção preventiva das instalações elétricas; e etc.

É uma falha dos SESMTs e CIPAs responsabilizar os EPI’s pela (falta de) segurança dos trabalhadores em casos de atos ou condições inseguras. Os EPI’s jamais devem ser utilizados como meio para prevenir os acidentes nas empresas. Os equipamentos de proteção individual devem ser utilizados como meio para diminuir ou zerar os impactos de qualquer acidente do trabalho, e para isso, devem ser sempre os mais apropriados para a operação.

É evidente que tanto o SESMT como a CIPA devem ter o apoio irrestrito, moral e financeiro, da alta direção da empresa para tornar o trabalho eficiente na prevenção. Estudos mostram e confirmam que os investimentos em segurança do trabalho são muito menores que os custos de um afastamento por acidente do trabalho.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aplicativo de celular ajuda profissionais de saúde na Segurança do Paciente

Postado em 29/04/2013


Os profissionais de saúde agora têm mais um aliado para cuidar da segurança do paciente. O Ministério da Saúde (MS) desenvolveu um aplicativo de celular para informar sobre a importância de minimizar os riscos na hora do atendimento. Além de oferecer informações sobre cada meta e sua importância para minimização dos riscos, o programa ajuda a lembrá-lo das metas no dia e horário de sua preferência.

O aplicativo “Segurança do Paciente” está disponível tanto para a plataforma Android, no Google Play, e para IOS, na Apple Store. Usar o aplicativo é muito simples e serve para avisar aos profissionais de saúde sobre as seis metas de segurança do paciente. Ele é dividido em seis seções.
Identificação

Nesta primeira meta, você programa o lembrete para confirmar a identidade dos pacientes antes de realizar os exames, procedimento e tratamentos.




Comunicação

Esta meta lhe lembrará de registar no prontuário todas as informações referentes ao cuidado, procedimentos e consultas realizadas com o paciente.



Segurança

Neste lembrete, o profissional de saúde será lembrado de checar o medicamento antes de administrá-lo para o paciente. Outra utilidade é o alerta para a hora certa de medicar o paciente.




Cirurgia

Esta meta lembra o profissional de saúde de verificar, antes de qualquer cirurgia, o funcionamento dos equipamentos e os procedimentos necessários.




Higiene

Lavar as mão para evitar infecções: esta é a meta. Neste alerta os profissionais serão lembrados para a hora de higienizar corretamente as mãos, evitando assim infecções causadas nos pacientes.




Lesões

Os profissionais serão lembrados a checar os ambientes onde estão os pacientes, com a finalidade de reduzir os riscos de quedas e úlceras por pressão.




Segurança do Paciente – O Ministério da Saúde e a Anvisa lançaram o Programa Nacional de Segurança do Paciente com o objetivo de evitar acidentes e erros hospitalares. Esses incidentes resultam em danos ao paciente como quedas, administração incorreta de medicamentos e erros em procedimentos cirúrgicos, nos serviços de saúde públicos e privados.

Um estudo realizado pela Fiocruz apontou que de cada dez pacientes atendidos em unidades hospitalares um sofre de evento adverso. Os dados revelam ainda que, no Brasil, a ocorrência deste tipo de incidente é de 7,6% e destes, 66% são evitáveis. Para prevenir essas ocorrências, a partir de agora, MS e Anvisa obrigam todos os hospitais do país a montarem equipes, chamadas de Núcleo de Segurança do Paciente, para aplicar e fiscalizar regras sanitárias e protocolos de atendimento que previnam falhas de assistência.

Também passa a ser obrigatória a notificação mensal de eventos adversos associados à assistência. Para isso, a Anvisa colocará à disposição de todos os profissionais e serviços de saúde a Ficha de Notificação de Eventos Adversos. O formulário está no site da Anvisa e será o canal oficial para a notificação de situações adversas. A medida prevê sanções aos hospitais, até mesmo suspensão do alvará de funcionamento, a serviços de saúde que não se adequarem às novas ações.

Para assegurar o manejo mais seguro dos pacientes, o Ministério da Saúde colocará em consulta pública seis protocolos de prevenção a eventos adversos. Os textos orientam sobre higienização das mãos, cirurgia segura, prevenção de úlcera por pressão, identificação do paciente, prevenção de quedas e prescrição, uso e administração de medicamentos. Outro eixo do programa é a capacitação de profissionais. Será aberto curso com 1.200 vagas para farmacêuticos de atuação hospitalar com parceria do Hospital Albert Einstein.

Ilana Paiva / Blog da Saúde

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Vigilância Sanitária realiza série de palestras sobre Saúde do Trabalhador



Postado em 26/04/2013 






A Vigilância Sanitária realizou, nesta quinta-feira, 25/04/2013 série de palestras sobre cuidados com a Saúde do Trabalhador na Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, em Bangu, e no Centro Municipal de Saúde Oswaldo Vilela, em Campo Grande. As ações são referentes ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidente e Doenças de Trabalho, que acontece no domingo, dia 28. Cerca de 100 profissionais de saúde são esperados para o encontro.


As ações continuarão nos dias 29 e 30 de abril no Mercadão de Madureira, quando o público poderá assistir a uma peça de teatro sobre o trabalho infantil e também se vacinar contra a Hepatite e o Tétano. O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical em homenagem às vítimas de um acidente, ocorrido na década de 60, que matou 78 trabalhadores em uma mina de carvão no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ESF comemora o Dia do Trabalhador!

Postado em 24/04/2013






























Na porta Sr,. Ludugerio Silva, Presidente do Conselho Distrital de Saúde  AP  5.1

Dr. Davi Salvador, representando o Secretário de Saúde Dr.  Hans  Fernando 


Quem se inscreveu para o evento em comemoração ao dia do trabalhador organizado pelo serviço social da Policlínica teve a oportunidade de conhecer mais a fundo temas como: pericia médica, aposentadoria por tempo de contribuição, salário família, reabilitação profissional, segurados e benefícios da previdência, auxilio doença e auxilio acidente de trabalho.

A direção da Policlínica agradece a presença de todos e aos nossos queridos parceiros, Padaria Pão Chic que nos doou um maravilhoso Coffee Break 

sábado, 13 de abril de 2013

13 coisas que você deve fazer no início de cada dia de trabalho

Postado em 13/04/2013


Tentar chegar no horário, organizar mesas e tarefas e fazer um ‘break’ ajudam o profissional a ter um dia menos estressado






O GLOBO (EMAIL)

RIO - As primeiras horas de trabalho podem ter um efeito significativo sobre o seu nível de produtividade durante todo o dia, por isso é recomendável manter uma rotina matinal que pode ajudá-lo a cumprir suas tarefas sem (muito) estresse. Com a consultoria de especialistas em carreira e relações de trabalho, a Forbes listou o que todo trabalhador deve fazer assim que chegar na empresa:

Chegue na hora - Isto pode ser óbvio para a maioria das pessoas, mas alguns não percebem que atrasar-se pode não só deixar uma má impressão, mas também jogar fora todo o seu dia. “Chegar na hora ou um pouco mais cedo prepara sua mente para o dia e ajuda a promover a sensação de dever cumprido”, diz Lynn Taylor, especialista em ambiente de trabalho.

Respire fundo - Literalmente, diz Michael Kerr, palestrante internacional sobre negócios e autor do livro “Humor no Trabalho”. “Faça algo para se concentrar no aqui e agora. Muitas pessoas já chegam no trabalho atormentadas porque não tiveram tempo suficiente para lidar com alguns problemas da casa antes de sair para o trabalho”. Assim, vêm estressadas no trajeto casa-emprego e mergulham numa verdadeira loucura. “Desacelere, tire um momento para uma pausa. Tentar encontrar um equilíbrio faz maravilhas”, acrescenta Kerr.

Marque ‘um cinco’ - Após respirar fundo, reserve cinco minutos para si antes de pensar em qualquer coisa, diz Michael Woodward, PhD, psicólogo organizacional. “Esta é uma boa maneira de definir o tom do dia. Não se permita entrar de cara na correria frenética de seus colegas. O desafio é reservar um momento para si antes de mergulhar de cabeça em seu dia”.

Comece o dia com uma agenda limpa - Você pode ter trabalhar em projetos ou continuar discussões que se iniciaram ao longo da tarde anterior, mas tente começar cada dia como um “novo” dia, diz David Shindler, especialista em empregabilidade. “Deixe qualquer pendência de ontem para trás. Se concentre no que está acontecendo no momento, se organize e fique preparado para o que vier. É isso que precisamos”, diz ele.

Não seja mal-humorado - Preste atenção ao seu estado de espírito e esteja ciente de seu efeito sobre os outros. Então, se você não é uma “ser da manhã”, tente superar isso e tenha uma atitude positiva quando chegar no escritório. Pegue uma segunda ou terceira xícara de café para despertar para o dia e esquecer o mau humor, se é disso que você precisa. “A primeira hora de trabalho pode definir o seu ‘termômetro de atitude’ para o resto do dia. Um mau humor matinal pode infectar toda uma equipe e colocar todos no caminho errado”, ressalta David Shindler.

Organize seu dia - A primeira hora do dia de trabalho é o melhor momento para avaliar as prioridades e se concentrar no que é absolutamente necessário para fazer no dia, diz Kerr, acrescentando que muitas pessoas se distraem com qualquer coisa na parte da manhã, com atividades sem importância. Se perdem num mar de e-mails, quando pode haver uma série de questões mais importantes que precisam ser resolvidas. “Faça uma lista de coisas a fazer, as pendências do dia anterior, e tente cumpri-las. No entanto, se o seu chefe tem uma necessidade urgente, então não tem jeito: reorganize as prioridades e vá em frente”, acrescenta Lynn Taylor.

Esteja presente - Mesmo se você não é uma pessoa da manhã, precisa estar (bem) acordado quando você chegar no escritório. Especialmente, se você ocupar uma posição de liderança, é fundamental estar presente, mentalmente e fisicamente, e de se comunicar bem. “Independente de como se sente nas primeiras horas da manhã, ter tempo para se conectar com os membros da equipe é essencial, mesmo com pequenos gestos, como fazer contato com os olhos, sorrir, perguntar como passaram a noite e checar se precisam de ajuda. Seu estado de espírito ajuda a definir o tom para todos os funcionários”, afirma Kerr.

Mantenha contato com os seus colegas - Bastam cinco a 10 minutos. “A aproximação da equipe também pode ser uma forma eficaz para muitas pessoas começarem o dia”, acrescenta Kerr. É essencial ter uma breve reunião, mesmo em pé, onde todos possam compartilhar as prioridades do dia ou compartilhar uma informação crítica que todos da equipe precisam saber. “Esta atitude ajuda as pessoas a se concentrarem e, mais importante, a se conectarem com o resto da equipe. Partilhando seus objetivos do dia, as chances de alcançá-los aumentam consideravelmente”.

Certifique-se de que o seu espaço de trabalho está organizado - Limpar a mesa e criar um espaço de trabalho arrumado dá o tom certo para o resto do dia, diz o especialista em carreira Alexandra Levit. Isso também pode ajudar a evitar confusão. “Para muitos, é difícil pensar com clareza, esquecer lembretes importantes, e simplesmente ficar estressado, se as coisas estiverem desorganizadas, e estiver travando uma batalha com dezenas de e-mails e montanhas de papéis”. O ideal, diz ela, é ao sair na noite anterior, deixar a mesa o mais organizada possível, limpar o e-mail, para começar bem o dia seguinte.

Não se deixe distrair por sua caixa de entrada de e-mails - Isto é difícil para a maioria das pessoas, mas os especialistas concordam que não se deve verificar o seu e-mail logo pela manhã. Se você fizer isso, só leia e responda as mensagens que são urgentes. “Prioridade é a palavra-chave. Aprimore sua capacidade de filtrar rapidamente o trigo do joio e verificar as mensagem que devem ser respondidas em caráter de urgência”, diz Taylor.

Ouça seu correio de voz - A maioria das pessoas correm para o computador e ignoram seu telefone. “Embora as pessoas confiem mais em seus celulares, smartphones e e-mails, e achem o correio de voz antiquado, é sempre bom acessá-lo. Ao ignorá-lo, você pode perder algo importante”, aconselha Alexandra Levit.

Aproveite que sua cabeça está 'limpa' - Muitas pessoas sentem que seus cérebros funcionam melhor na parte da manhã, e é nesta a parte do dia que estão mais criativos e produtivos, diz Kerr. Por isso, certifique-se de que está fazendo o melhor uso de sua inteligência e planeje as atividades mais importantes para esta parte do dia.

Planeje uma pausa no meio da manhã - Este é o momento para avaliar suas tarefas, verificar o que falta ser feito, e revitalizar a si mesmo, para ter energia para tocar o resto do dia, completa Anita Attridge.



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sexta-feira, 5 de abril de 2013

10 perguntas e respostas sobre assédio moral e sexual


Como distinguir uma bronca do chefe de assédio moral? Veja esta e outras respostas do advogado Aparecido Inácio para as dúvidas sobre assédio moral e sexual

Camila Pati
Exame.com

São Paulo – Broncas e gritos constantes, ser motivo de chacota entre colegas de trabalho, receber uma cantada do chefe prometendo uma promoção em troca de um jantar. Situações como essas são vivenciadas aos montes durante expedientes Brasil afora e podem indicar que o (a) profissional é vítima de assédio moral ou assédio sexual.

Mas como definir se é mesmo assédio? E, o mais importante, como provar na Justiça? Para descobrir estas respostas e sanar outras dúvidas que rondam o tema, EXAME.com consultou o advogado Aparecido Inácio, especialista no assunto e autor do livro “Assédio Moral no Mundo do Trabalho” (Editora Ideias & Letras). Confira 10 perguntas e respostas e tire suas dúvidas:

1 - Como distinguir uma bronca do chefe de um caso de assédio moral?

“Uma simples bronca não caracteriza assédio moral”, diz Inácio. Para se confirmar um caso de assédio moral, ofensas e agressões devem ser constantes. “Doutrinadores apontam que o assédio moral se caracteriza como uma ofensa, uma agressão que ocorre de maneira repetitiva e prolongada, durante o horário de trabalho e no exercício de suas funções, transformando o local de trabalho num lugar hostil e de tortura psicológica e que gera um dano a personalidade”, explica.

2 - Assédio moral pode ocorrer já na entrevista de emprego?

Não, o assédio moral ocorre durante o contrato de trabalho. “No momento da entrevista pode ocorrer uma discriminação, que é diferente de assédio”, diz Inácio.

3 - Ser alvo de piadas e risadas dos colegas ou do chefe é assédio moral?

“Se for de maneira repetitiva e prolongada, com o objetivo de atingir a honra e a imagem do empregado, caracteriza sim”, explica Inácio. O especialista explica que há duas modalidades de assédio moral: individual (contra uma pessoa), e coletivo (contra um grupo de pessoas). No caso do assédio moral individual ele é chamado de vertical quando praticado pelo chefe, diretor, gerente, encarregado, pelo dono da empresa ou seus familiares contra um empregado (subordinado).

Quando praticado entre colegas de trabalho, trata-se de assédio moral horizontal. “Neste caso, o assediador pode ser um ou vários empregados e, entre eles, ocorre geralmente disputa por espaço por cargo ou uma promoção, corriqueiramente do mesmo nível hierárquico”, explica Inácio. Há ainda, de acordo com o especialista, o assédio moral ascendente. “É mais raro, pois é praticado por um ou por um grupo de empregados contra o superior hierárquico”, diz.

4 - Quando a fofoca de corredor se transforma em caso de assédio moral?

“Quando se torna ofensiva à honra, à imagem do empregado ou a sua boa fama. Para isso a vítima (assediado) tem que provar que sofreu um dano, seja ele físico ou moral”, explica Inácio. Vale destacar que dano moral tem natureza imaterial, atinge a personalidade, a esfera íntima afetiva e de valores de quem é atingido por ele ou mesmo seus herdeiros e sucessores. “Abala o sentimento ocasionando dor emocional, saudade, depressão, mágoa, tristeza, angustia, sofrimento”, diz Inácio.

5 - Em que medida ficar sem fazer nada no trabalho porque o chefe não delega tarefas é sinônimo de sofrer assédio moral?

Sendo constante a recusa em transmitir tarefas trata-se de assédio moral. De acordo com Inácio esta é uma das modalidades que ocorrem com mais frequência. “Em 2006, a ministra Maria Cristina Peduzzi do Tribunal Superior do Trabalho apontou que os fatos mais recorrentes são a inação compulsória - quando o empregador se recusa a repassar serviço ao empregado -, humilhações verbais por parte de superiores (inclusive com palavras de baixo calão), coações psicológicas visando à adesão do empregado a programas de desligamento voluntário ou à demissão”, explica Inácio.

6 - O que fazer para provar que estou sofrendo assédio moral?

“É muito importante que as vitimas de assédio moral ajam com dupla estratégia de defesa. A primeira coisa é resistir à agressão e às ofensas o tanto quanto possível, ganhando, assim, tempo suficiente para, em seguida, reunir as provas indispensáveis e, logo depois, buscar a orientação de seu sindicato ou de um advogado”, explica Inácio. Ele ressalta que reunir provas é indispensável para conseguir vencer o processo na Justiça e obter uma indenização. “A Justiça do Trabalho se baseia em provas convincentes que consigam comprovar a agressão. Pode ser por meio de testemunhas, documentos, cópias de memorandos, cds, filmes, circulares, emails. Admite-se também a gravação da conversa, se esta se der por meio de um dos interlocutores”, explica.

7 - Qual o tipo de assédio moral mais frequente no Brasil?

“São os mais variados”, diz Inácio. O especialista indica que, de acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a criatividade dos assediadores é grande. “Os processos que chegam à Justiça do Trabalho buscando reparação por danos causados pelo assédio moral revelam que, em muitas empresas, o ambiente de trabalho é um circo de horrores. Ameaças, ofensas, sugestões humilhantes, isolamento e até agressões físicas fazem parte do roteiro”, diz Inácio, citando nota do TST.

8 - Como perceber que o assédio é sexual?

“O assédio sexual consiste na abordagem repetida de uma pessoa a outra, com o objetivo de obter favores sexuais, por imposição de vontade”, diz Inácio. O especialista explica alguns aspectos que diferenciam o assédio sexual no trabalho do assédio moral. “Em relação ao assédio moral, o assédio sexual se destaca pelos seguintes requisitos: presença do assediado (vítima) e do assediador (agente); conduta sexual; rejeição da vítima e repetição da conduta pelo assediador”, diz.

Para ser definido assédio sexual, diz Inácio, é necessário que haja relação de emprego ou de hierarquia entre o assediador e a vítima. Se o ato praticado for grave, não há a necessidade de provar-se a repetição da conduta.

9 - Quando um olhar ou uma cantada no ambiente de trabalho se transformam em assédio sexual?

Apenas quando favores de ordem sexual são impostos como condição clara para dar ou manter o emprego, ou usados para influir nas promoções na carreira ou para prejudicar o rendimento profissional, humilhar, insultar ou intimidar a vítima. Para a Organização Internacional do Trabalho – (OIT ), o assédio sexual é definido como atos de insinuações, contatos físicos forçados, convites impertinentes, mediante ameaça de demissão ou em troca de uma vantagem, promoção ou contratação. “Ele pode ocorrer por intimidação ou por chantagem”, explica Inácio.

10 - Como é possível provar na Justiça o assédio sexual?

“Os requisitos são os mesmos que ocorrem para se provar assédio moral e geralmente dependem de prova testemunhal”, diz Inácio. Você pode comprovar assédio sexual apresentando depoimento de testemunhas, documentos, gravações, emails, por exemplo

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