terça-feira, 24 de setembro de 2013

USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS

 
 
O Ministério da Saúde lançou, na quinta-feira (19/9), uma pesquisa inédita no país sobre o acesso da população a medicamentos. A Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (Pnaum) entrevistará 38,4 mil pessoas, em 245 municípios brasileiros, sobre temas como o uso de remédios, acesso aos produtos no Sistema Único de Saúde (SUS), uso racional de medicamentos e automedicação. O Núcleo de Assistência Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública (NAF/ENSP/Fiocruz), Centro Colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) em Políticas Farmacêuticas, faz parte do grupo de instituições que conduzirão o inquérito. As pesquisadoras Maria Auxiliadora de Oliveira e Vera Lúcia Luiza coordenam o trabalho. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, esteve no lançamento do Pnaum.
A pesquisa será dividida em duas etapas. A primeira será realizada nos domicílios dos 26 estados e no Distrito Federal. A segunda parte da Pnaum será a aplicação de questionário nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O público entrevistado será dividido por gênero, escolaridade e em sete faixas etárias - desde crianças a idosos. As informações serão transmitidas em tempo real por tablets, e a previsão é que, no início de 2014, os dados do inquérito estejam finalizados.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, só nos últimos cinco anos, houve quase 60 mil internações por intoxicação de medicamentos. “A pesquisa vai oferecer um diagnóstico sobre a relação da população com o remédio e mostrar o que ainda podemos melhorar. Já aumentamos a oferta de remédios, e o orçamento para a compra de medicamentos subiu quase seis vezes nos últimos dez anos. Queremos garantir que toda a população saiba que o tratamento está à disposição e como fazê-lo da forma mais segura possível”, afirmou.

Ainda segundo Gadelha, que também é pesquisador da ENSP, o medicamento é um bem somente se for usado de forma adequada. “Queremos mostrar para as pessoas que a saúde é composta de uma série de bons hábitos; desde uma boa alimentação à prática regular de exercícios. Precisamos evitar que o brasileiro continue com a ideia de que somente o medicamento é que traz saúde e qualidade de vida. A saúde é um conjunto de ações”, destacou o secretário.

Apuração 

Os 140 entrevistadores estarão em campo para coletar os dados que serão analisados por professores-pesquisadores de 12 instituições parceiras do Ministério: Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), Minas Gerais (UFMG), Ceará (UFC), Brasília (UnB), Santa Catarina (UFSC), Bahia (UFBA), São Paulo (Unifesp), Pelotas (UFPel) e Campinas (Unicamp), Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Na Fiocruz, a pesquisa é desenvolvida pelo Núcleo de Assistência Farmacêutica da ENSP, que participa do Comitê Nacional do Pnaum. De acordo com Maria Auxiliadora de Oliveira, que coordena o estudo pelo Naf, o núcleo esteve presente em todos os processos de elaboração do inquérito, participando da construção do referencial teórico-metodológico, do processo de testagem e treinamento dos pesquisadores de campo.

"É a primeira pesquisa dessa abrangência no Brasil. Com isso, esperamos ter uma boa avaliação de como será o acesso da população aos medicamentos, especialmente aqueles que são objeto de programas do governo, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, asma. Continuamos trabalhando em apoio ao Ministério e à Opas/OMS, felizes por representar a Escola nesse processo."

Vera Lucia Luiza, coordenadora suplente, enalteceu o trabalho. “O NAF participa mais ativamente do componente inquérito domiciliar, coordenado pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Sotero Mengue. É gratificante ver o projeto finalmente indo para a rua, como também a colaboração com o grupo de pesquisadores das diferentes instituições envolvidas”, completou.

A pesquisa também vai revelar como ocorre o acesso a esses produtos no SUS, pelo programa Farmácia Popular e pelas drogarias privadas; se as pessoas seguem as prescrições médicas e se persistem no tratamento com medicamentos; se há variação no acesso aos remédios de acordo com condições sociais, econômicas e demográficas; e a avaliação dos serviços de assistência farmacêutica na Atenção Básica e uso racional de medicamentos da população.

*Com informações da página eletrônica do Ministério da Saúde.

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Foto lançamento PNAUM:  Erasmo Salomão - Ascom/MS (Flickr Ministério da Saúde)

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